segunda-feira, 26 de abril de 2010

Stouts e Porters Americanas


Encontro histórico. Só com essa frase pra definir o encontro pós-viagem a NY da Flavinha. Ela chegou a minha casa com uma mala cheia de stouts e porters americanas prontas pra serem degustadas.

Ela e o Olympio (amigo mega gente boa do trabalho que trouxe na mala dele algumas de nossas cervejas, pois na mala dela já não cabia mais nada)

Enquanto as cervas iam gelando, abrimos os trabalhos com Weihenstephaner Vitus, uma Weizenbock alemã muito honesta.

De entrada, mousse de ricota com geléia de framboesa e um divino queijo parmiggiano italiano (trazido por um amigo da Lu).

O Botto, que foi o cozinheiro soberano da noite, preparou também uma folha de mussarela com geléia de framboesa.

Os convidados Ricardo e Mauro, abusados que são, arrumaram 2 estagiários, pra ficarem sem trabalhar, só bebendo. As vítimas da vez foram o Fred e o Olympio, mais conhecidos, depois de uns copos, como Frank e Alípio.


Dupla dinâmica de estagiários: "Frank" lava copo e "Alípio" seca.


As estrelas da noite


A Flavia já tinha nos dado de presente pro encontro de páscoa uma Golden Carolus Easter, com varios coelhinhos no rótulo.

Ela é muito gostosa. Muito aroma de baunilha, vinho do porto, erva doce, chocolate, toffee. O sabor é igualmente gostoso, com certa picância de leve, anis, pão.

Abrimos então o presente da Lu. Ela pediu que um amigo trouxesse uma robust porter italiana chamada Blacklizard, de 6,5%abv. O nome da cervejaria é Maltovivo, e leva trigo.


Aroma de café, caramelo, chocolate e álcool. O sabor tem um torrado tão absurdo, que beira o queimado. Incrível. Ao final do gole, parece que você acabou de dar um trago. O Ricardo comentou o médio corpo.

O Mauro notou que lembrava muito as nossas caseiras. Fica a ótima dica pra quem for praquelas bandas.


Pra harmonizar com cervejas de sabor forte, queríamos um queijo também de sabor forte, que não sumisse diante da força da torrefação. O Botto preparou, então, um penne ao gorgonzola. Pode tentar em casa sem medo de errar!

Procurando algumas cervejas em uma das nossas 6 geladeiras, achei quem? quem? Não foi Raimundo Nonato, mas sim uma SiniXtra Mussum Brownis., minha american brown ale, finalista do IV Concurso Nacional de Cervejas das ACervAs.

Depois de 7 meses, a cerveja, pra mim, só tinha melhorado. O Olympio, iniciante na arte da degustação, amou a minha filhinha. Achou com ótimo drinkability. Tá bom, ele não falou isso, mas sim que era muito agradável de se beber, e eu traduzi pra termos cervejeiros. rs. A Flavinha gostou mais da minha do que da Brooklyn (blasfêmia. Sorry, Garret). O problema é que estava muito leve de corpo, e isso foi erro meu, que abusei da água secundária. O Ricardo achou que estava dentro do estilo, mas um pouco frutada ( o que não é tão legal pra esse estilo).

Na sequência, Flying Dog Imperial Porter, com 7,8% abv e potentes 85 IBUs.Ela tem aquele aroma delicioso de lúpulo. É bem torrada, com amargor proeminente e bastante cremosa. Foi eleita por alguns como a melhor da noite.


Iniciamos, então, a harmonização com chocolates. A Flavia trouxe umas trufas divinas, que, por serem pouco doces, caíram como uma luva com a Joint (depois boto a foto). Uma cerveja feita pela parceria de 3 cervejarias: Stone, Ken Schmidt e Maui. Ela leva macadamia, café e coco torrado.

Já deu pra imaginar, né?! Que complexida de aromas e sabores de café, café com leite, quebra-queixo, leite de coco, chocolate prestígio, mas menos doce.

Então abrimos a Stone Russian Imperial Stout, 10,8%. O aroma é doce, chocolate. O álcool é sentido na boca, e também o sabor de rapadura, o adocicado no início com amargor no final.

Junto com as trufas, suaviza muito o doce do chocolate. Já com o queijo Gruyere, a cerveja brilhou. Foi uma excelente harmonização.

Partimos pra Bourbon County Brand Stout, da Goose, 13% abv. Ela foi a milésima brassagem da cervejaria, e foi maturada por 100 dias em barris de bourbon. É pouco carbonatada, tem um aroma de whisky absurdo, também licor de chocolate, baunilha, caramelo, madeira. Corpo oleoso, e o álcool é bastante pronunciado. No sabor, muita madeira.

O rótulo diz ser "a great cigar beer", portanto, o jeito foi harmonizar com um cachimbo básico, um charuto negro e uma cigarrilha crème.

Que surpreendente a harmonização com cachimbo!

Provamos com chocolate ao leite, e não ficou legal, pois parece que a cerva ficou mais doce. Mas com o chocolate Nugalli, 70% cacau, foi uma surpresa divina. Aliás, todas as cervejas combinaram muito bem com este chocolate.

Elementar, cara Talita!


Duda aprovou!


Eu, deslumbrada!

Abrimos um presente que o Mauro e Ricardo trouxeram, a Intrepidus 2, famosíssima e maravilhosa caseira deles com 15% abv. Sentia-se bem o álcool. Mas não anotamos mais depois desse ponto do encontro.

A última da noite foi a World Wide Stout da Dogfish Head, com incríveis 18% abv. Divina. Apesar da potência do álcool, bizarramente ele não era percebido. Como pode isso? Sou mega ultra power fã do Sam Calagione, e essa foi minha primeira Dogfish-experience.

Pra harmonizar, a palavra da noite, com a Dogfish, nada melhor do que um charuto de lúpulo willamette. O Botto preparou direitinho, e deu uma sensação apimentada na boca, mas funcionou mais como defumador pra casa.


A galera toda reunida na escuridão do meu lar!


Muito prazer, FemAle Carioca!

Movidas a algumas caseiras, como a FornicAle, presente do Ricardo, e outras comercias, seguimos a noite, e quando nos demos por nós, todos já tinham ido embora ou ido dormir, só tendo restado, às 5h30min da manhã de quinta-feira, Talita, Tati e Lu, que sofreram as consequências disso no dia seguinte.


Nota: a Flavia comprou a maioria das cervas numa loja indicada no Brejas. E todas tinham ótimos preços. A minha preferida, a Bourbon, custou U$5,30. Inacreditável. Importadores, please....

Um brinde!

sábado, 10 de abril de 2010

Postinho, Cervejão!

Um micro post pra contar de quarta-feira:

De bobeira que estávamos, eu e Flavinha resolvemos tomar umas cervas no Aconchego Carioca e Bar da Frente. Seria um choppinho descompromissado, sem post, não me chamasse atenção a qualidade da Brooklyn.

Começamos com um Bottinho, o chopp pequeno Bottobier, que estava recém chegado da fábrica. Sou suspeita pra falar desse chopp, mas realmente é um chopp com personalidade.


Como fechou cedo o Bar da Frente, partimos pra continuação da noite no Aconchego. Lá, tomamos a Brooklyn Lager, uma cerveja com aquele aroma de lúpulo que todas amamos, que delícia. Me lembrou muito o Saaz, mas eu passei longe. O amigo David me avisou, via twitter, que era dry hopping de Cascade e Hallertauer Mittelfrueh. As lagers são maravilhosas, mas aqui no RJ não temos boas opções, por isso sempre me alegro ao tomar uma boa, ainda mais se tiver bons preços, pra ser aquela "cerveja de trabalho".


Depois, Brooklyn Brown Ale. Eu nunca tinha tomado uma representante comercial desse estilo, só as caseiras, inclusive uma feita por mim pro IV Concurso das ACervAs, a Mussum Brownis (que foi finalista na competição. Iiêêê). Então, pelo estudo da teoria, achei que a cerva estava perfeita pro estilo, leve no corpo e com mais amargor do que as conhecidas English Brown Ales.


Pra fechar a noite, as inglesas Marston Pale Ale e Oyster Stout.



O Fred, que a Flavinha está tentando catequizar, foi de uma das minhas preferidas, a Harvieston Schiehallion. Tá começando e já mandou bem.


Um brinde!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Degustação Bierboxx

Na véspera da Semana Santa as FemAles foram convidadas a participar de uma degustação oferecida pelo Bierboxx.



O Bierboxx é um grupo que trás para o mercado cervejeiro uma novidade que é a entrega express de cerveja, gelada ou não. Se o pedido for feito com até três horas de antecedência, a cerveja vai embalada de forma especial com os respectivos cards que dão informações sobre a cerveja e harmonizações.

Eles possuem um site interativo onde você pode criar o seu “box”, uma caixa especial com as cervejas que você escolher, dentre os 60 rótulos disponíveis.

A degustação contou com as seguintes cervejas:

1. Black Princess Gold – Light Lager – 4,7% alc.
2. Baden Baden Cristal – Pilsner – 5,0% alc.
3. Colorado Cauim – Light Lager – 4,5% alc.
4. Christoffel Nobel – Pilsner – 8,7% alc.
5. Devassa Negra – American Ale – 4,8% alc.
6. Palm – Belgian Ale – 5,4% alc.

Segundo as Females a melhor cerveja degustada foi a Christoffel Nobel, que continha um aroma e sabor de lúpulo incrível, devido ao lúpulo Saaz.







Um dos mascotes FemAle estava presente!!!


A degustação foi uma delícia!! Em breve criaremos o “box” FemAle.

Bierboxx, obrigada pelo convite e até a próxima degustação!

segunda-feira, 29 de março de 2010

Brew Day - Colorado




No último sábado a Colorado em Ribeirão Preto promoveu o Brew Day. A Fábrica foi aberta cedinho pros cervejeiros caseiros. O simpático Laércio – cervejeiro da Colorado, já estava lá desde às 5:30, moendo o malte para uma brassagem de Indica. O Nikima nos aguardava para o início dos trabalhos. Café da manhã delicioso montado. Barris de Indica e Appia rolando desde 9h da manhã. Ai, ai, como é bom beber o chopp na fonte! Fresquinho, delicioso.








Aequipe da Colorado foi show de bola. Marcelo, Nikima, Laércio, os meninos do operacional, a simpática senhorinha do café da manhã, o paciente motorista da Van (desculpem, a memória não consegue lembrar o nome de todos), a Irene sempre presente cuidando e ajudando os cariocas.























Um clima gostoso de amizade e colaboração rolando por toda a fábrica. ACervAs, Brejas, Bierboxx, Cilene Saorin, Marco Falcone, Alexandre Bazzo e Janaína, Afonso todos presentes e visivelmente muito felizes por estarem ali. Muitas entrevistas, fotos e filmagens, todo mundo queria levar uma lembrança do dia perfeito.

Tivemos o privilégio de acompanhar o engarrafamento de mini-Indicas que já saiam com o adesivo do evento e geladinhas para quem quisesse degustá-las ali mesmo.














Marcelo Carneiro, Ricardo Rosa, Alexandre Bazzo e a Janaína orgulhosos com suas criações: Demoiselle Colorado e Rauchbier Bamberg citadas no livro “1001 Beers You Must Taste Before Die”. Únicas representantes brasileiras no livro. Parabéns vocês merecem muito!!!


Três cozinhas (novas!!!) foram enfileiradas, cada uma para uma ACervA. A Carioca escolheu uma Double Tripel, receita do Mauro Nogueira e do Ricardo Rosa. Eles queriam mostrar uma novidade e descobriram essa nos States. Uma triple belga com lupulagem de uma Índia Pale Ale... alguém falou que o Mauro fez a receita né (rs). Engraçado foi ver o Marcelão indo até o laboratório da Colorado para vigiar o Mauro na pesagem dos lúpulos. Como diria a minha mãe – fez a fama agora deita na cama (nesse caso de lúpulo!). O galão veio conosco para o Rio e está na casa do João Freire fermentando. A idéia é levarmos a cerveja para o V Concurso Nacional em junho lá em Porto Alegre.

A Paulista preparou uma Roggenbier uma cerveja de centeio. A Mineira foi de Imperial IPA.





Levas prontas partimos de van para outro galpão da Colorado onde rolava o churrasco, com uma bela banda de rock tocando, barris de Indica, Demoiselle, Monasterium Falke e a também premiada Rauchbier Bamberg. Além claro das muitas cervejas caseiras. Como chegamos por último ao galpão infelizmente perdemos muitas das caseiras.
O Mauro arrasou com a sua Peat Smoked Scotish Ale, servindo de uma maneira inusitada já que levaram a torneira errada para o post mix, tinha fila querendo provar da iguaria.

















Surpresa geral, a Colorado disponibilizou 50 kits da Vintage Black Rapadura para serem
vendidos ali mesmo durante a festa. Obrigada Irene por me ajudar a garantir o meu :) !

De lá partimos para o Cervejarium para encerrar o dia/noite com chave de ouro.
Um dia para entrar para a história do movimento homebrewer brasileiro e o melhor: promessa de termos outros como esse em outras microcervejarias.

Da viagem apenas uma nota triste – não consegui ir conhecer o Biergarten :( promessa de que voltarei a Ribeirão e visitarei vocês Marcelo e Gabi.

Valeu toda equipe da Colorado pelo evento!

Valeu Marcelão, Bonfim, João, Mariani, Mauro e Ricardo da ACervA Carioca. Vocês foram ótimos companheiros de viagem.

E que venham os próximos!!!

Cheers !

domingo, 21 de março de 2010

Desafio de Cervejas


O Boteco Salvação, em Botafogo, promoveu um desafio super interessante de cervejas. Era um teste cego de 7 marcas de "pilsens" nacionais de macrocervejarias: Itaipava, Skol, Brahma, Antártica Original, Bavária Premium, Kaiser Gold e Nova Schin.

Tínhamos que responder um questionário sobre qual a nossa cerveja preferida (dentre as apresentadas), qual a bebida com mais assiduidade, a que não beberíamos de jeito maneira, e se seríamos capazes de reconhecer alguma.

Geral não beberia nunca a Nova Schin. Ela é muito rejeitada no RJ. A preferida dividiu os votos entre Kaiser Gold e Original.

Meu voto foi pra Kaiser Gold como preferida. A cerveja bebida com mais assiduidade por mim é a Bavária Premium (puro malte).



De acordo com a chegada das amostras, fomos vendo que o nível era baixíssimo. Aí veio a Kaiser Gold. Já na cor, dourada escura, se diferenciou das demais. Quase todos acertaram. Delícia!

Depois de todas servidas, eu me questionava, mas cadê a Bavária Premium? Não conseguia achar uma cerva boa o sufuciente pra enquadrá-la. Conclusão, me vi como mais uma iludida, mais uma que bebia rótulo, e pior, rótulo de puro malte.

A surpresa: a Nova Schin não é a pior do RJ. Pelo contrário, tinha muito menos defeitos do que outras que bebo em churrasco de amigos.

Com as respostas na mesa, concluí que o ruim dessas cervejas comerciais, na minha opinião, não é a falta de gosto, o ser-neutro, mas sim serem cheias de defeitos. Nunca cheirei tanto enxofre na vida. A Bavária Premium e a Original são as melhores, as mais neutras. São 2 águas. Note-se que não estou pontuando isso como defeito. Muito pelo contrário! Fora a Gold, repito, considerei as 2 como melhores, dentre tantas outras cheias de atributos negativos.

Aqui tem mais detalhes dos nossos erros e acertos.




O Desafio incluía um chopp Bottobier e um petisco do bar, que foi o croquete de carne super bom que eles têm.

Pra quem acertasse tudo, um super prêmio do Grupo Matriz: um passe livre de 1 mês pelas casas e 2 livros da Editora Record. Pra quem acertasse o maior número, um barril de 15 litros de Bottobier. O felizardo deste prêmio foi o Sylvestre Mergulhão, que mandou bem em 4 das 7 amostras.


Meu resultado? Só acertei a Kaiser Gold. Orgulho puro ou vergonha mortal?


Brindes!

terça-feira, 9 de março de 2010

Paris – Europa (parte 2)

Continuando a viagem pela Europa, fui a Paris visitar uma amiga. Antes mesmo de chegar já tinha buscado as referências cervejeiras da região e consegui as seguintes dicas de lugares para visitar:

• Le Sous Bock (Beers of the World) - 49, Rue St. Honoré
• La Cave à Bulles - 45 rue Quincampoix – “Na loja são encontradas dezenas de opções de produções artesanais francesas” Edu Passarelli

A loja “La cave à Bulles” era bem perto de onde eu estava hospedada e foi o primeiro lugar da visita. Aproveitando as dicas do Edu, levei uma garrafa de Sex-a-holic e uma de Rosas para dar de presente para o dono da Loja, Simon.


Quando cheguei ao local fiquei impressionada com a quantidade de cervejas artesanais francesas e fiquei um bom tempo conversando com o Simon que fez questão de me apresentar às principais cervejarias.

Trocamos algumas idéias e cervejas e ele me convidou para participar de uma degustação de cervejas alemãs que aconteceria no mesmo dia, com um grupo de amigos dele, assim que a loja fechasse, no mesmo local. Ele recebia muitas cervejas para degustação e seleção para venda na loja. E de vez em quando, reunia os amigos para ajudá-lo nesta difícil missão de experimentar diversos rótulos novos de cervejas artesanais. Fui premiada!!!


Participaram da degustação eu, Simon, Jurgen (Alemão), Nicola, Nadia e Manoel (Franceses).

A seguir está a minha apreciação sobre as 6 cervejas degustadas:

1. Brauerei Simon (Neifsbier), 5,4%: Bastante turva, aroma de banana, corpo bem leve.

2. Krug-Brau (Lager), 5%: Cor avermelhada, transparente, aroma um pouco tostado e muito maltada.

3. Drachenseidla (Pilsen), 4,9%: Cor dourada escura, transparente, aroma bem leve e sabor amargo, mas com pouco corpo.

4. Huppendorfer, 5%: Cor dourada, transparente, aroma leve e sabor pouco defumado e pouco amargor. Uma delícia!!!

5. Zwick´l, 5,3%: Cor dourada clara, média transparência, aroma fraco e sabor pouco amargo. Adorei!!!

6. Hallerndorfer (Rauchbier), 4,9%: Cor avermelhada, transparente, aroma de bacon e sabor tostado. Maravilhosa!!!


Foi tudo ótimo. Para acompanhar a degustação somente pães franceses!

Depois ainda voltei umas duas vezes a loja para fazer umas comprinhas!!!!
Obrigada, Simon!!!

Seguindo as dicas, fui ao bar “Le Sous Bock”, onde meu maior objetivo era experimentar a famosa “Belzebuth”, indicada por um amigo da Acerva Carioca, o Carlão.

O bar é lindo! Aconchegante e com diversos rótulos do mundo todo. Experimentei duas cervejas que não conhecia:

1. Belzebuth (França), 13%, blonde: Cor dourada clara, turva, espuma creme clara, bem consistente, com aroma de queijo e caramelo e sabor um pouco doce, encorpada, forte, com amargo no final. Muito boa!!!!!!! (6,90 euros – 33cl).

2. Adelscott (França), 5,8%, ambrée: Cerveja aromática, com malte de whisky. Cor dourada escura, transparente, espuma consistente, aroma leve de whisky e sabor um pouco doce e madeira. Não gostei muito... (6,90 euros – 33cl).

Paris, Je t'aime !!!!

Próxima parada: Bruges.
Até lá!

segunda-feira, 8 de março de 2010

Mulher, Mulher, Mulher

De tudo um pouco!


Hoje, velho e conhecido 8 de março, dia de parabenizar a luta da mulher pela tão sonhada igualdade, ainda não alcançada, mas com muito do caminho traçado.


6 mulheres no RJ fazendo cerveja, caramba! Que surpresa! "Mas vocês começaram por causa dos maridos?", "mulher não prefere vinho?".


Não entendemos cerveja ser coisa de homem, mas tudo bem. Lutando por um lugar ao copo, estamos fazendo 1 ano e meio de FemAle.
Só que hoje também é dia da Confraria Feminina da Cerveja, a CONFECE, de BH/MG. Como já dito, elas foram a inspiração inicial da FemAle Carioca, e estão completando 3 anos de degustações.


Sàbado, 13 de março, vai ter um super, mega festão nas terras mineiras pra comemorar em alto estilo essa data.



Muito sucesso, meninas. Que a CONFECE tenha filhas, netas e gerações de boas bebedoras!
Um brinde!

quarta-feira, 3 de março de 2010

Uma reunião para desgustar presentes!


O título desse post foi o motivo da nossa reunião de novembro de 2009 na casa da FemAle Tatiana (yo).

O primeiro dos presentes foi uma cerveja feita com cogumelos, que a Flavinha nos trouxe da Espanha. A cervejaria é a Iberian, de Barcelona.

Como esse encontro aconteceu há algum tempo e não anotamos nada, só consigo lembrar da cerveja ser bem turva, e com um gostinho ácido, gostosa.

Degustamos a bichinha com cogumelos shitakes crus e queijo brie, já que a Flavinha alertou que a breja também lembrava queijo (de uma boa maneira).



Que presente lindo! Obrigada, FemAle!


Um close!

Abrimos então os regalos que ganhamos do Leo, do Beertaste, por ocasião da nossa festa de 1 ano: a, na época, recém chegada Meantime IPA (maravilhosa) e a Delirium Tremens, que também dispensa comentários.


Obrigada pelo apoio de sempre, Leo!


Regina, Duda e Lu



Jantamos salda e massa com cogumelos pra harmonizar!


De saideira tivemos a Sabtiem, nossa leva coletiva, que deu um trabalhão, mas valeu a pena.


Só a Flavinha ainda não tinha provado



Time completo para o brinde final


Um brinde! Salud! Cheers! Santé! Gezondheid!


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Utopias 2005



Há 1 ano e 1 mês tive uma super experiência na minha vida cervejeira. Aquele momento que marca.

“Tudo começou” quando fui despretenciosamente ao Beertaste acompanhando meu cônjuge, que ciceroneava um amigo paulista.

Entre umas e outras, o Leo resolveu botar à mesa nada menos que a americana Samuel Adams Utopias 2005. Meus olhos saltaram da vista, como acontece em desenho animado, mas tentei disfarçar, como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo. É claro que por dentro só sabia repetir: “ainda bem que eu vim, ainda bem que eu vim, ainda bem que eu vim”.

A razão de tudo isso é porque essa cerva é uma das mais alcoólicas já feitas (e foi a mais forte por um tempo, mas agora já temos cervas de 41% abv) e tem quantidade limitada. Na safra de 2005 só foram fabricadas 8000 garrafas. Consta no Guinness Book: "strongest beer in the world." A fabricada em 2002 tinha 24% abv, e a leva de 2005 tem 25%. Cada garrafa pode chegar a míseros R$1.000,00. Mas geralmente é vendida a U$130. O fato curioso é que as garrafas são fabricadas aqui no Brasil.

Assinatura dos que beberam da garrafa nº813


Muito já foi dito sobre ela, que também leva fermento de champagne, que passa por barris de bourbon, conhaque, madeira. Não vou me estender. Mas li algo novo pra mim: a Utopias tem uma de suas origens em uma “disputa” (no bom sentido) entre a Dogfish Head e a Boston Beer Company (que fabrica a Samuel Adams). Foi com o advento do movimento chamado “Extreme Beer Moviment”, lá pelos idos dos anos 90, inspirados nos esportes radicais.


Ambas as cervejarias queriam fazer uma cerveja mais “extreme” do que a outra. A Boston Beer começou com a Triple Bock, com 17,5% abv, que, na época, era a cerveja mais forte já feita. A Dogfish então fez 2 cervas que ultrapassaram essa marca. Aí, a Samuel Adams criou a Millenium, com 21% abv, em 2000, e, finalmente, a Utopias, em 2002, com 24% abv, que era um lugar ou estado ideal, o que o dono da cervejaria queria alcançar com essa cerveja.


Uma observação importante é que o movimento “extreme beer” não se resume a fazer cervejas fortes em volume de álcool, ele vai em todas as direções, desde quantidade de lúpulo, à inserção dos mais variados ingredientes. O importante é superar os limites do que uma cerveja pode ser.



Edu, Leo, Botto e Tati no Beertaste


A Samuel Adams Utopias 2005, que eu tive o imenso prazer de degustar na aba do Botto, Leo e Edu, para brindar a visita deste ao Beertaste, é uma cerveja sem carbonatação. Parece um licor, um conhaque, bem maltada, com aroma de vinho do porto, baunilha, toffee, agradável presença de álcool, chocolate. Isso é o que eu lembro. Mas também me recordo do Edu ter comentado que sentia muito trufas brancas, que é uma iguaria desconhecida por mim (confesso que a primeira vez que ouvi isso na vida achei que fosse trufa de chocolate, mas mesmo depois de ter provado azeite de trufas brancas, ainda não consigo identificar seu aroma ou sabor).

Jim Koch, fundador da Boston Beer Company, diz “"We wanted to make something that created a wow moment," (Nós queríamos fazer algo que criasse um momento “uau”).


Missão cumprida com louvor! UAU!!!