quarta-feira, 13 de maio de 2009

FemAle na Estrada: BH/MG - SLOW BIER BRASIL

Valorização e resgate da cerveja artesanal. Consumo responsável e prazeroso da bebida. Estas são as frases de ordem do movimento Slow Bier.


No mundo em que vivemos, que tem pressa pra tudo, come-se e bebe-se de forma automática, sem se apreciar o que se está ingerindo. Isso tudo, orientados que somos pelas grandes corporações que só visam lucro em cima do inocente e preguiçoso consumidor. Não me levem a mal, digo preguiçoso pela falta de raciocínio crítico que temos em relação a grandes jogadas de marketing. Nos vemos empurrados a amar muito tudo isso que tenha gosto de carne de minhoca, a pedir cerveja não pelo sabor mas porque o comercial nos diz que é a cerveja da boazuda, como se aquela gostosona realmente bebesse (nada contra as modelos, não sou despeitada, sou super a favor do culto ao corpo, afinal, mens sana in corpore sano).


Com essa massificação e automatização, ficam esquecidos e esmagados os bons produtos, os pequenos produtores, aqueles que escolhem os melhores ingredientes, que prezam pelo verdadeiro sabor.


Surge então desse cenário uma necessidade de parar um pouco, diminuir o ritmo e tentar resgatar o prazer de se beber uma boa cerveja, de se comer uma boa comida. Nasce, no que tange à cerveja, o Movimento Slow Bier, movimento de valorização e resgate da cerveja artesanal.


O nome slow (devagar) veio com o Movimento Slow Food, que fazia um contraponto ao Fast Food, comidas para serem engolidas. A comida e a bebida são coisas tão prazerosas que, quando feitas da forma adequada, devem ser apreciadas.


Sou absolutamente contra a condenação sumária de quem bebe cervejas feitas com milho e arroz, puramente comerciais, estupidamente geladas, mas acredito ser muito melhor tomar e apreciar uma cerveja feita com todo cuidado, sentindo-se o verdadeiro sabor do que se está ingerindo. Seu corpo é privada pra você ficar jogando M. lá dentro?


As grandes cervejarias, com suas políticas agressivas, estão aniquilando pouco a pouco nossos artesãos da cerveja, nossos alquimistas. Tudo isso em prol de uma cerveja feita com os piores ingredientes, a fim de baratear os custos e cegar o consumidor.


É preciso, então, proteger esta atividade de valorização do consumo responsável e prazeroso.

No dia 25 de abril de 2009 lançamos no Brasil, capitaneados pelo cervejeiro Marco Falcone, o Movimento Slow Bier Brasil, que ocorreu no Frei Tuck Slow Bier, bar de cervejas especiais de BH/MG, que é parada obrigatória pra quem gosta de boas cervejas.



Um detalhe a ser observado no nome do nosso movimento é a mistura de 3 línguas no título: slow, em inglês; bier, alemão; e Brasil, em português mesmo, com “s”, significando a integração entre os povos.


O símbolo é o lindinho Bicho-Preguiça. Bem brasileiro.


Neste dia, fizemos um brinde simultâneo, via skype, com o Movimento Slow Bier da Alemanha, criadora mundial da campanha, que estava realizando seu festival anual em Oberfranken, a Slow Bier Messe.


“Prost” de lá, “Saúde” de cá.

Um pouco mais tarde, houve outro brinde, dessa vez com o Rio Grande do Sul, através do Leonardo Sewald, que representava os cervejeiros gaúchos.


Tri brinde, tchê



E às 14h brindamos com a galera presente no Bar do Italiano, em Campinas.


Em Campinas, Andrea Sacco comandou o brinde.

A ideia do Slow Bier, segundo Falcone, é “cobrar ações de proteção comercial junto ao governo, como redução da tributação, para que as pequenas cervejarias continuem tendo seu mercado” (texto retirado da Revista Viver Brasil).


O guerreiro, um nome a ser respeitado, um exemplo a ser seguido.


A FemAle Carioca apoia integralmente o Movimento Slow Bier Brasil, em prol da cultura cervejeira. Chega de consumo massivo de qualquer coisa que nos empurrem. Chega de consumo irresponsável. Chega de políticas agressivas em detrimento de pequenos produtores. Chega de cerveja ser coisa de homem, diga-se de passagem.


FemAle Carioca foi pras terras mineiras brindar e apoiar


Viva nossos alquimistas brasileiros e do planeta. A cerveja não tem nacionalidade nem proprietário. Ela é do mundo e é de todos. É uma das bebidas mais democráticas.


Aos guerreiros que leram até o final, agradeço a atenção e ofereço simbolicamente um brinde!

3 comentários:

Stela Patrocínio disse...

poxa Tati

que texto incrível, até me emocionei hehehe.
Falando sério, parabéns de verdade, você conseguiu descrever muito bem o espírito slow bier.

Abração

FemAle Tatiana disse...

ai, que fofa. Obrigada mesmo!

Estava tão insegura com esse texto. Fiz e refiz 3000 vezes, não conseguia escrever uma introdução decente. E no final me dei conta de que tinha ficado gigante e que ninguém iria ter saco de ler.

Super beijos

Marco Falcone disse...

Tatiana, o texto ficou excelente, traduz tudo, tudo mesmo. Este é o movimento. Muito obrigado pelas palavras de elogio e incentivo. Precisamos de toda a força que pudermos disponibilizar.

Pão e Cerveja e viva o Slow Bier Brasil!