terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Brinde de Fim de Ano - Método Champenoise



Foi em alto estilo que nos despedimos de 2009. A despedida de 2008 tinha sido ótima, com um brinde de Lust, mas esse ano resolvemos fazer da jaca a nossa pantufa.

A Duda voltou da Bélgica com 2 presentes para a FemAle: 1 garrafa de Malheur Brut e 1 de Malheur Dark Brut. Então, pra acompanhar, não poderia ser nada menos que Lust, Lust Prestige e DeuS. Afinal, de fracas não temos nada!


Presentinhos da Duda!

Pra comer, queijos, salame italiano, charuto de mussarela de búfala com rúcula e tomate seco, e uma pastinha deliciosa que a Regina fez.

A Duda só recebe em alto estilo!


Iniciamos a degustação na casa da Duda às 19h30min com a Malheur Brut, servida em temperatura de champagne, 4-6ºC. Depois lemos no rótulo que o correto seria entre 8 e 12ºC. Quando gelada, só sentimos um aroma um pouco ácido, azedo, talvez característica da cerveja mesmo, bem gostoso. E o doce sobressaiu. Um pouco também de especiarias e cravo.

Nossa anfitriã inaugurou a abertura das garrafas!

Depois, na temperatura correta, sentimos bem as especiarias e o cítrico sobressaiu, com raspas de limão.

A Malheur Dark Brut nos aguardava.
Talitinha, aniversariante de janeiro, fez as honras!

No aroma sentia-se o álcool mais intenso, caramelo, toffee, com um pouquinho de azedo. Estava um pouco oxidada e o metálico apareceu bem na espuma. A percepção marcante dessa cerveja é que ela não tem o frescor do espumante, presente nas demais. Parece uma belgian dark ale com pouco corpo. É uma boa cerveja.

Olha a Malheur Dark Brut aí.


Agora nas nossas mãos!

Na sequência, Lust, que deve ser servida em 4ºC. Sabemos que é uma boa cerveja, mas quando sentimos o cheirinho de azeitona... percebemos que estava muito oxidada e metálica. Então a degustação ficou prejudicada. Muito chato isso. Gastamos um dinheiro numa cerveja, e quando abrimos, cheios de expectativa, ela está ruim. Não é só da Lust que reclamamos, isso é uma realidade nas prateleiras dos supermercados. É certo que beber uma Eisenbahn em Blumenau, não é o mesmo de beber aqui, mas será que não dá pra melhorar a forma de conservação no transporte, nas prateleiras dos mercados? Nunca consegui tomar uma La Brunette boa. Wäls dubbel também não comprei boa no RJ, e é uma P*%# cerveja, como pude comprovar quando experimentei lá. Boa "dimais da conta".


Eu abri a Lust, mas como saí muito feia, botei só minha mão.


Felizes da vida!

Voltando pro cenário degustação, seguimos com a Lust Prestige. É mais seca, mais equilibrada, pouco de especiarias, mais picante, mais frescor de espumante. Agradou bastante!


Flavinha prestigiou a Prestige (infame, eu sei. Perco os leitores, mas não a piada tosca)!


Prestigiando a Prestige!


Last but not least, DeuS. Que explosão de aromas! Quantas especiarias! Que condimentos mil! Que refrescância! Acreditamos que esta venha do anis e coentro. A temperatura de serviço da DeuS, diferentemente da Malheur, é a mesma de champagne, 4-6ºC. Curiosa essa diferença.


Regina muito feliz! Quem não estaria?!


DeuS-brinde com a Lu, via celular, já que ela não pôde ir.

Fizemos então a troca de presentes da FemAle - ocultA.

Foi a velha história da Quadrilha de Drummond. Flávia tirou Tati, que tirou Talita, que tirou Lu, que tirou Duda, que tirou Regina, que tirou Flavinha, que teve ir embora correndo.

Ganhei um presente rosa, como minha pessoa!

Acho que a Talitinha gostou do presente que eu dei pra ela. Esse não é o sorriso do Tião Macalé? Tchan! (Pronto! Perdi a amiga.)


Que lindas! Filha tirou mãe, como no ano passado.


O macho da vez foi o Ricardo Rosa, que tirou fotos, lavou as taças e nos serviu. Já pode casar.


Todos juntos!



De sobremesa, sorvete feito pela Regina. Delicioso! Estamos nos encaminhando pra autossuficiência, fazemos cerveja, pão, sorvete, queijo, cozinhamos com os condimentos plantados em nossos vasinhos... Show!



Noite inesquecível!

Bebemos até 1h30min da manhã. Provamos a cerveja de canela feita pela Regina, super diferente. A Sex-a-holic da Duda, de reputação consolidada, e a brown com castanha do pará do Ricardo. Sem comentários, né?!

Fim de noite com Sex-a-holic!


Foi uma noite e tanto. Foi um ano e tanto. Cai o pano! Próxima sessão: 2010!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Blog do Bob: Os Melhores de 2009

Recebi um email do Roberto Fonseca para que as FemAles Cariocas respondessem a sua enquete.

Como chegar a um consenso entre 6 mulheres é muito difícil, vejam lá nossas respostas.




Obrigada Bob!


Um Brinde e que em 2010 tenhamos muitos encontros e ótimas cervejas!!!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Três wits e um prato

Na última sexta-feira, já em clima de confraternização natalina, fizemos na minha casa um encontro para harmonizar as witbiers que ganhamos de presente dos catarinenses Marco Zimmerman e Max Prujansky durante o IV Concurso Nacional de Cervejas Artesanais, em outubro. Convidamos para o jantar Daniel Barros, o Bode, que teve sua receita do mesmo estilo como finalista do último concurso. Também estavam lá os já habituais Mauro (que levou a filhota Luísa), Ricardo, Tasso e Tiago (que foi com a mulher Mara e os filhos Mateus e Thomaz).


Olha todo mundo aí, morrendo de calor numa abafada sexta-feira primaveril

A witbier, bière blanche ou cerveja branca belgas são cervejas de trigo (usualmente não maltado), pálidas e refrescantes, com alta carbonatação, frutadas e condimentadas tanto pelo fermento quanto pela adição de semente de coentro e casca de laranja curaçao. Outros temperos como camomila, cominho e canela podem ser usados para dar complexidade ao aroma e sabor.

A Hoegaarden é a mais conhecida e fácil de se encontrar no Rio e está disponível até em supermercados mais populares. Eu, que adoro cervejas de trigo, também gosto muito das wits que muito servem para aliviar o calor do nosso verão carioca.

A ideia inicial era fazer uma degustação de váaarias wits, mas como só achamos a Hoegaarden, decidimos que isso não seria problema e então prepararamos um jantar só com a ótima desculpa de harmonizar os nossos presentes.

Nessa parte as coisas degringolaram um pouco, já que eu me esqueci do básico da culinária: nunca cozinhe pra um batalhão (eram 12 pessoas e 2 crianças) uma comida que nunca fez na vida...
O cuscuz marroquino desandou virou uma papa e foi pra frigideira se transformar em bolinhos que aplacaram um tiquinho da fome da galera, enquanto eu transformava o jantar num risoto, que também não ficou dos melhores.


De entrada a Duda fez um ceviche, que foi harmonizado com as Hoegaardens.



Em seguida, veio o risoto de camarão com damasco e coentro que foi harmonizado primeiro com a Opus do Zimmerman, depois com a Traíra do Max e por último com a Albina do Bode.

A Opus estava com um marcante aroma do coentro e ainda notas cítricas, mas os condimentos eram mais discretos no paladar. A Traíra chamava a atenção pelo aroma e sabor condimentados, mas com um corpo bem mais leve que a primeira. A Albina tinha mais corpo que as duas primeiras e estava mais equilibrada, ainda que as especiarias estivessem mais discretas.

Olha aí o Bode abrindo a Albina para nos servir


De sobremesa, uma deliciosa mousse de maracujá, providenciada também pela Dudinha (ainda bem que eu não me meti a fazer mais nada... sabe aquele dia que você não deveria entrar na cozinha????)



A Duda ainda nos surpreendeu com um lindo álbum de fotos (para cada uma de nós e com fotos diferentes) de presentinho de Natal! Que fofa essa FemAle.


Duda!!! No ano que vem, essa foto pode entrar no nosso presente,
que já estou declarando tradicional, hehe

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Ceia de Natal ACervA Carioca

FemAle Carioca batendo ponto na Ceia de Natal da ACervA


Sábado, dia 05 de dezembro, ocorreu a já tradiça Ceia de Natal da ACervA Carioca, associação de cervejeiros caseiros, da qual todas nós fazemos parte.


Muitos dos associados levaram suas produções, então, conseguimos beber o dia todo só cerveja caseira. Mas pra não deixar faltar nada, a ACervA também bancou algumas hoegaardens e Leffes.


Não é Paulaner. É a cerva do Rafael Oliveira.



Duran, Targino, Maurinho e Lucio. No biersiphon, a munchen hell do Botto.

Logo de cara, abrimos com uma palestra sobre propagação de fermentos, ministrada pelo associado Lucio Fialho.


O Lucio faz a cerveja Lúcida.



Os primeiros a chegar


Depois tivemos almoço de bobó de camarão.


Galera do buffet Comida Di Panela, que nos regou de bobó de camarão pro almoço E janta.

De cervas, foram muitas, e posso acabar esquecendo alguma, mas vamos lá: SiniXtra Magia (red ale defumada), Beide (trigo e Cardamomo), Confraria do Marquês (Pilsen), Bottobier (Munich Helles), Lúcida (Belgian Pale Ale e dubbel), Cerveiga (stout), Dudabier (Rosas e Sex-a-holic), Sabtiem (leva coletiva da FemAle Carioca), cerveja do Rafael Oliveira, do Luiz Edmundo, e muitas outras.

André Villela bebendo a Pilsen do Maurinho


O Papai Noel deu pra cada associado uma taça e um chaveiro do Concurso.


Todo mundo feliz de copo novo




Interação entre antigos e novos associados, como o João Freire, de camisa laranja, que acabou de entrar.

Tão tradiça quanto a Ceia, é o sorteio de brindes. Esse ano tivemos uns agrados da Agrária, como bonés, canetas, chaveiros e canecas, e brindes da própria ACervA, como blusas do concurso, taças e chaveiros. O legal é que todas as pessoas foram sorteadas. Ninguém saiu de mãos abanando.


Um exemplar de cada brinde. Afinal, foram 50 brindes.


Marcelão ganhou taça da Agrária.



John aproveitou pra quitar as mensalidades com o Serginho.


Essa Ceia é um dos pontos altos do ano. Associados sumidos o ano todo sempre comparecem e nós sempre nos divertimos a valer. Já estamos ansiosas pelo próximo evento.



A macacada reunida


Um brinde! ÀCervA!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Degustação de Nacionais no Lapa Café


Tá bom pra você?

Foi essa a primeira noite de degustações de cervejas no Lapa Café. A série acontecerá toda semana e sempre trará um palestrante e cervejas diferentes para serem apreciadas pelo público.


Júnior, o dono da casa, abrindo a primeira noite


A noite foi de algumas nacionais, e quem nos brindou com seu conhecimento foi o Maurinho. Começamos com as pilsens Conti (SP), Backer (MG) e Colorado Cauim (SP). Os gostos variaram na mesa, e cada rótulo teve sua preferência na opinião dos degustadores.

As pilsens e o Maurinho, explicando o que esperar do estilo


Atuação do Maurinho


As primeiras degustadas e minha caneta-polvo anotando tudo



Seguimos então para as 2 representantes do estilo trigo: a mineira Backer e a Mistura Clássica (de Volta Redonda/RJ).




A Mistura Clássica é uma cerveja excelente, mas essa, em particular, não estava tão legal. A Backer faturou a preferência, com mais ésteres e cremosidade.




A próxima foi uma Backer Pale Ale, apreciada por todos na mesa.



A mineirinha no estilo Pale Ale


Veio então a Colorado Indica (SP), representando as IPAs, velha e querida conhecida de todos nós.
Minha caneta-polvo arregalou os olhinhos ao se deparar com a Indica

Nossa mesa


Próximas na mesa: Mistura Clássica Amber, bem gostosa, com predominância de toffee, e a Backer, com aroma intenso de chocolate e corpo leve.


A Catarinense Eisenbahn, Weizenbock. Medalha de prata no European Beer Star


Mais uma Colorado, a Demoiselle. E minha caneta-polvo olhando encantada pra essa senhora cerveja



A surpresa da noite: Backer Chocolate e Demoiselle com petit gateau

Nunca pensei que uma sobremesa combinaria tanto com uma cerveja mais adocicada, como a Backer, e igualmente com uma de maior amargor do torrado, como a Demoiselle. Foi a harmonização onde mais senti o carinho que a comida faz na bebida e vice-versa, como diz renomado chef brasileiro.


Júnior conversando conosco



Pra finalizar, o Bode nos brindou com sua Albina, witbier caseira que ficou entre as finalistas no IV Concurso Nacional de Cervejas Artesanais, organizado pela ACervA Carioca.








FemAles Tati e Lu bebendo uma Schiehallion com o palestrante da noite, sendo desfocadas pelas lentes do Botto

Um brinde a essa noite especial!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Inauguração do Lapa Café


O Lapa Café, um bar de cervejas especias na Lapa, com mais 330 rótulos de cervejas, já abriu há algum tempo, e inclusive abrigou a festa de 1 ano da FemAle Carioca e as avaliações do estilo livre do IV Concurso Nacional de Cervejas Artesanais, organizado pela ACervA Carioca. Mas agora iniciaram uma nova etapa, uma Programação Cultural de dar água na boca.


Júnior, o dono da casa, abrindo os trabalhos e dando as boas-vindas ao pessoal

Ontem rolou a inauguração, com uns showzinhos super legais, de rock, blues, jazz, MPB.


O primeiro show


Hoje, 24 de novembro, tem degustação de cervejas especiais. E assim segue a programação.


Onde tem novidade, tem FemAle dando pinta. Lu e Tati conferiram a inauguração.


Um brinde a mais uma bela opção no RJ.


quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Europa: Portugal - Parte 1

Com alguns dias de férias e o Lançamento do livro "Vinhos, uma festa dos sentidos", do meu pai em Portugal, resolvi dar uma volta pela Europa. Um dos objetivos, claro, era desbravar o mundo de cervejas por aqueles cantos.
Vou começar esta série de posts comentando sobre as cervejas portuguesas. Tive a oportunidade de experimentar as seguintes:

1. Sagres Bohemia - 6,2% alc.
2. Sagres - 5% alc.
3. Super Bock - 5,2% alc.
4. Super Bock Stout - 5% alc.
5. Super Bock Abadia - 6,4% alc.
6. Bohemia Reserva 1835 - 6,6% alc.

Pastelaria Sagres


A maioria delas são do estilo pilsen. Bem leves, de cor clara, porém com um pouco mais de persistência e sabor que as nossas pilsens Brasileiras.

Vale uma atenção especial para a Super Bock e a Bohemia Reserva, que são um pouco mais encorpadas.




Ótimas cervejas para o dia-a-dia, mas eu e o Tiago, meu irmão, que estava viajando comigo, queríamos mais e seguimos a indicação de procurar cervejas importadas no mercado "El Corte Inglés".

Não tínhamos muitas esperanças de grandes degustações devido ao custo do Euro e a falta de cervejas importadas nos bares de Lisboa.

Porém para nossa sorte, a surpresa veio a calhar:

Encontramos um mercado repleto de cervejas importadas a um custo baixíssimo, comparado ao que encontramos no Brasil. Fizemos a festa!! Enchemos o carrinho do Tomaz de Punk IPA, Satan Gold, Judas, La Trappe, Orval, Timmermans, ... entre outras. Cerca de 30 rótulos diferentes.

As degustações ocorreram no hotel de Lisboa e Porto, no intervalo dos passeios e durante a arrumação das malas.


A minha predileta foi a Punk IPA, da Brew Dog, uma escocesa com 6% alc., mmmuuuuuiiitttoooo lupulada!!!! Maravilhosa!!!!

A Satan Gold, bastante comentada no Brasil, não estava boa. A Judas, uma Strong Golden Ale, belga com 8,5% alc. também estava uma delícia.

A despedida foi com a Gordon Platinun, de cor clara, fresca e bem encorpada. Ótima!



Novas aventuras em breve.

Saúde!!!