segunda-feira, 10 de maio de 2010

FemAle na Estrada: Fim de semana em SP

Na quinta-feira, 5 de maio, peguei a estrada em direção à terra da garoa.

Primeira parada: capital. Forneria Melograno. O bar é simplesmente um dos melhores do Brasil, e foi eleito pela revista Veja em 2009 como a melhor carta de cervejas de SP. Pudera, um dos proprietários é um grande especialista, além de um apaixonado por cervejas, e conduz com muita maestria todo o funcionamento. A carta de cervejas é toda harmonizada com as comidas e vice-versa. Tudo feito por quem entende de verdade, por quem estudou pra isso. Uma harmonização na qual se pode confiar.



A chopeira convidada de quinta-feira teve o chopp Bottobier Munchen Hell, que foi "espetado" às 19h30min e durou míseras 2 horas e meia. O chopp voou. Foi bonito de ver.



Pra forrar o estômago, os famosos sanduíches de forno, feitos com massa de pizza. O Giotto, de cogumelos, é meu preferido, se é que se pode preferir 1 só.

Esse na foto é o de queijos.


Lá, conheci a recente Confraria Paulistana, formada há 2 meses, mas já super ativa. Sorte e boas cervejas a vocês!


Segunda parada: Votorantim. Na sexta, bem cedinho, acompanhei a brassagem da Tcheca, uma bohemian pilsner, lançada pela Biertruppe pela primeira vez em 2008, e que será agora reeditada. Aguardamos ansiosamente por aqueles maravilhosos IBUs.


Tive o prazer de jogar os lúpulos de amargor.


Lá, tivemos a oportunidade de degustar a Biertruppe nº1, uma barley wine maturada em barris de carvalho. Nem vou dar minhas impressões, pra esperar todo mundo ter a chance de degustar quando ela for finalmente pra venda, mas posso adiantar, tal qual o Randy Mosher: "Oh, Brazil! You will have to wait for this beer!"

A Vintage da Biertruppe!


A fervura da Tcheca!


A Biertruppe: Edu Passarelli, Alexandre Bazzo, André Clemente e Botto!

A Biertruppe faz suas produções na fábrica da Cervejaria Bamberg, em Votorantim, 1h de SP. Todas as cervejas da Bamberg são produzidas de acordo com a Reinheitsgebot. Eles têm 5 estilos fixos, pilsen, trigo, rauch, schwarzbier e münchen; e os sazonais bock e alt. Fora isso tudo, ainda estão cheios de novidades: uma munich helles, uma weizenbock e uma weizenbock maturada 4 meses em barril de carvalho e com fermento de champagne.




Essa cervejaria é um show. O diferencial está na paixão com que é feita, no fazer cerveja não só pra vender, mas pra educar, divulgar, visando o desenvolvimento da cultura cervejeira, diferente dos tantos oportunistas que apenas visam ganhos nesse mercado incipiente.



Em julho volto pra lá.


Olhem que lindo: eles vendem Colorado também!



Terceiro destino: Ribeirão Preto. Na alvorada de sábado fomos pra cidade que AMO, praticamente um segundo lar. Me sinto em casa com aquelas pessoas.

O Empório Biergarten, aquela lojinha gostosa de cervejas e artigos de jardinagem, ficou pequeno pra tantas novidades e fez uma bela ampliação. O espaço ao lado, agora, tem mais uma geladeira de cervejas, 4 chopeiras e mais mesas pra acomodação do pessoal.





Gabi e eu no ponto de interseção entre as lojas.


A inauguração foi um luxo. Tivemos chopp Lund, Olimpo (chopp Monasterium da Falke Bier), Colorado Indica e Bottobier Munchen Hell. Os 50 litros do Bottobier acabaram em 3 horas (ou menos, como a Gabi comentou aqui). Frenesi total.

Chopp Olimpo da Falke.

Chopp Colorado Indica


Zé Virgílio, da Pratinha, Marcelo, do Biergarten, e Botto, da Bottobier.


Presentes pra Gabi e pro Marcelo.


Na mala, trouxe algumas cervejas e copos (dá pra acreditar que tem coisa que vale mais a pena comprar lá do que aqui? Eles têm preços MUITO honestos). Trouxe também uma caixa do Refrigerante Maçã Don pras minhas amigas FemAles provarem algo diferente de cerveja.


Os que ficaram até os minutos finais degustaram a Vintage da Biertruppe.


No dia seguinte, um super café da manhã de padaria com os amigos Daniel (abaixado, na foto) e Ana Regina (atrás do Botto), e estrada. Assim, voltamos pra casa, exaustos, em 11h de viagem, mas com sabor de quero mais. Um brinde!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Terminando a noite no Beertaste

Saímos da degustação da Abradeg, eu, Ricardo Rosa, Deyse, Giovanni e Andréia da Balkonn e Marco Falcone, direto para o Beertaste, no Cittá América.

Com Leonardo e Marco Falcone, é claro que a noite foi uma orgia etílica. Começamos a noite experimentando a Brooklyn Brown Ale, que estava ótima e eu ainda não tinha tomado.

Passamos então para o chopp do Botto, que também estava lá. Eu sou suspeita, adoro o chopp bottinho! Bebemos vários, até porque estava em dose dupla!!!


Já estavam todos bem animados, quando o Marco Falcone nos presenteou com uma Vivre pour Vivre, uma fruit beer com Jabuticaba feita a partir da Monasterium Falke Bier, com 4,5% de álcool.


O Marco Falcone falou um pouco sobre como foi produzida a Vivre pour Vivre, o Leo colocou uma música de fundo, e começamos a degustação... Leve, refrescante, pouco azedinha e com um leve sabor de jabuticaba. Imperdível!!! Mas segundo eles, esta cerveja não será comercializada pela Falke.


Infelizmente só havia uma garrafa e acabou....

...mas o Leo não quis ficar pra trás e abriu uma Cuvée Des Champions (2003-2004), da Cantillon, com 5%. Como descrito no rótulo: “Uma gueuze 100% tradicional lambic”. Não tenho palavras. Como alguns já sabem, sou viciada nas lambics. Só bebi dessas, como a que o Leo abriu, na Bélgica. Maravilhosa!!! Bem azedinha, sem frutas, refrescante, tomaria a noite toda! Mas... acabou...


... e logo veio mais um presente do Leo, a Golden Carolus Cuvee Van De Keizer, 2008, com 11% de álcool. Foram duas garrafas dessa, pra vocês verem como o pessoal gostou. Eu, particularmente, acho muito doce. É uma cerveja bem forte, com bastante álcool no aroma.

Depois dessa, fomos embora, já eram altas horas da madrugada de uma quarta-feira....

Mas, e aí, foi ou não foi uma orgia etílica?

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Três morenas, duas ruivas e uma loura degustam Blonds



Lá se vai mais de um mês... é, foi antes da degustação das stouts e porteres, a FemAle Carioca promoveu um encontro para saborear exemplares do estilo belga Blond Ale. Nosso querido amigo Maurinho abriu mais uma vez as portas de sua casa para nos receber e nos servir. Além de todas as moças e do dono da casa, estavam ainda o Fred, o Tasso e o Botto.





As meninas e o anfitrião



Começamos os trabalhos com a Blond da Maredsous, que em alguns copos apresentou belgian lace, levemente frutada com aroma cítrico, muito bem carbonatada e aparentemente bem mais leve do que os 6%, uma ótima bebabilidade (ah, não, essa é outra), ou melhor, drinkability. Seguimos os trabalhos com a Magriet, que infelizmente apresentou um sabor metálico. Nela, destacou-se um aroma de pêssego artificial, como nos cremes de corpo, segundo a Tati e a Flávia. A cerveja era mais azedinha, do que as outras que tomamos. A La Trappe Blond veio logo depois com um aroma bem forte de oxidação, que mascarava um pouco o aroma doce e alcóolico, o que causa muito desapontamento a todas nós. A cerveja, na minha opinião, foi uma decepção. Apesar de seus 6,5%, tinha pouco corpo, parecia bem aguada e ainda pouco carbonatada.




Sentindo o aroma



Anotando tudo


Continuamos o árduo trabalho sensorial com um exemplar diretamente retirado dos estoques pessoais e artesanais do nosso anfitrião. O Mauro apresentou uma Blond com notas cítricas fortes do lúpulo, que contrastavam bem com o frutado do fermento. Uma cerveja mais encorpada e com ótimo drinkability. Nela, nosso professor (é, ele foi professor de todas nós) usou fermento coletado pelo nosso amigo Lúcio Fialho de uma garrafa da “Gouden Carolus Cuvee Van de Keiser!



A Leffe, o mais conhecido exemplar do estilo no Brasil (que era fácil de encontrar em qualquer supermercado e agora sumiu das prateleiras... HELLOOOO AB-InBev !!), veio a seguir. Cerveja cremosa, com um frutado gostoso de especiarias como cravo, levemente picante pela boa carbonatação e com excelente drinkability. Last, but not least, veio a mineira Medieval, com aroma e sabor adocicado que lembrava mel. Infelizmente também ficou prejudicada pela oxidação.
Ah, mas para retirar o selo da tampa, as moças quase viraram bruxas. Vejam só



uma vela foi usada




e o selo vermelho pingou como sangue



Depois da bebelança, a comilança... Maurinho fez um delicioso risoto de aspargos, sugestão do Edu Passarelli.




Papo gostoso, todo mundo à vontade e muito aconchego...


Talita e Tasso ao lado de Tati e Botto



Fred e Flávia




Maurinho e Lu, os queridões