Semana passada consegui um espaço na agenda e fui, com o Ricardo Rosa, conhecer o Ninho de Guaxo, em Lumiar, na região serrana do Rio de Janeiro.





Somos mulheres cariocas que sabemos e gostamos de beber e fazer cerveja. Nos encontramos regularmente para fazer degustações, harmonizações e nos divertir. Acompanhem!





Câmara Municipal antiga - símbolo da cidade de Bamberg

Maltaria Weyermann
Produzindo rauch na Schlenkerla
Nas tavernas das cervejarias é usual compartilhar as mesas, ainda mais quando o lugar tá ficando cheio. Então, chegando lá e não havendo mesas vazias, pode ir sentando em qualquer lugar sem censura.
Taverna da Schlenkerla, uma das muitas da cidade
No Brasil, há uma microcervejaria em Votorantim, SP, que se chama Bamberg e produz 9 estilos de cervejas. Ela já tem 3 anos de idade, mas só agora lançou sua Rauchbier, que será devidamente degustada no nosso encontro.

A cerveja foi desenvolvida por Stefan Grauvogl, bier sommèlier e mestre-cervejeiro, que fez sua primeira cerveja aos 15 anos de idade, e trabalha atualmente na Maltaria Weyermann.
Ele veio pro Brasil em agosto desse ano só pra produzir a Rauchbier da Bamberg.
Estamos ansiosas por essa degustação, que terá como harmonização um jantar feito pelo super mestre cervejeiro Maurinho.
Um Brinde a essa noite que promete...
Tudo começava no invernoAo subirem para pegar as cervejas, começaram a perceber que era mais agradável beber lá em cima do que no calor da cidade. Então, os Bierkellers passaram não somente a estocar cerveja, mas também a servir.
Bierkeller: criatividade das cervejarias e cervejeiros
Biergarten em Bamberg
Rótulo azul e branco, cores da bandeira da Baviera (ou Bavária em latim)
Em 725, o Cornestone Weihenstephan, francês, foi enviado como missionário a Freising, Alemanha, e lá fundou, junto com outros 12 monges beneditinos, o mosteiro de Weihenstephan.
Documentos de 768 comprovam que os proprietários da região que plantavam lúpulo tinham de ceder 10% da produção ao mosteiro, para a elaboração da bebida.

Plantação de lúpulo
Mas foi só a partir de 1040 que o abade Arnold obteve licença para a comercialização da cerveja, que já era fabricada há mais de 3 séculos.
Até 1463 o mosteiro sofreu 4 saques e destruições, sendo sempre reconstruído
Em 1803, a cervejaria foi estatizada, e em 1930 foi agregada pela Universidade Tecnológica de Munique, com controle pelo Ministério da Cultura e da Ciência da Alemanha, sendo hoje referência em estudos e formação de mestres cervejeiros vindos do mundo todo. Possui, também, um banco com aproximadamente 150 tipos de cepas diferentes.
Weihenstephaner é a cerveja feita em Weihenstephan.
O interessante nessa história é que o 1º Bispo de Freising, o cornestone de Weihenstephan, fundador do mosteiro, foi canonizado e hoje é conhecido como São Corbiniano.
Diz-se que ele, ao viajar para Roma em seu cavalo, deparou-se com um urso, que matou e devorou o eqüino (em janeiro de 2009 a gente tira o trema). O monge repreendeu severamente o urso e, como castigo, o fez viajar com ele, carregando sua bagagem, tarefa do cavalo até então. E assim chegaram ao destino.
Chegada a Roma
Caramba, um homem que fundou um mosteiro, e nele fez uma cerveja digna de aplausos, realmente merece virar santo.
Ein Prosit mit São Corbiniano!
(Fontes de texto e fotos: internet em geral)
Foto exposta no Museu da Cerveja, Blumenau/SC
Com o isolamento do fermento lager (cerevisia carlsbergensis) por Emil Christian Hansen, em 1883, acabou a cerveja ganhando mais uma classificação, quanto à fermentação, sendo dividida em Ale e Lager, como persiste até hoje.
Nosso nome, então, faz referência à cerveja de forma geral, e não a determinado tipo específico, até porque amamos todas as ales, mas, como mulher tem coração de mãe, nele cabem e moram todas as lagers também.
Ah! O complemento de FemAle? Dispensa comentários, né?! Fala sééério!
Um brinde!